“EISENSTEIN E O CONSTRUTIVO RUSSO” FRANÇOIS ALBERA
Resumo da Parte IV – Retorno a "Stuttgart”, por Amanda Tristão Parra
- Posição de Eisenstein na Esfera Construtivista
-“Stuttgart” sintetiza pesquisas de E. desde 1922. Múltiplos vínculos com sua obra possibilitam a inclusão do texto ao conjunto de seu corpus , mesmo com a distinção de alguns objetos (Estética e a Psicologia da Arte)
- Abordagem singular de cinema: descentramento. O cinema não é objeto preestabelecido ou um dado, o texto chega ao cinema como lugar de efetuação de fenômenos mais abrangentes.
- Chklovski questiona-se sobre as propriedades essenciais, de base, irredutíveis do cinema.
- Ausência de divergências entre plano (imagem) e objeto do plano;
- O plano se refere ao objeto como imagem, é um índice. Percepção fílmica produz reconhecimento;
- Profundidade e perspectiva na imagem bidimensional e importância do contexto.
- Kulechov responde, exaltando dimensão lingüística do cinema. Relações contextuais e sintagmáticas. Trucagens e construções , sintaxe fílmica (efeito Kulechov).
-Em “Stuttgart” Eisenstein situa a categoria de conflito. “Cinema Intelectual’; Dinamização, colisão x encadeamento.
- Descentramento do cinema: dialética, exigência de uma “metodologia” (oposta ao empirismo).
- Déborianismo (dialética como método universal aplicada a todos os campos do saber).
1) A FILOSOFIA
- Frase inicial de “Stuttgart”: afirmação de Razumovski coloca afirmação materialista de base (matéria precede o pensamento) já salientando o conceito marxista de dialética histórica em detrimento à dialética da natureza.
- Método diferenciado de sistema (Kulechov e Iline)
- Pensamento dialético: projeção x elaboração – incoerências entre aspecto hegeliano e materialismo um tanto positivista.
- Paralelismo: texto objetiva ‘reconciliar’ ciência e arte
- pensamento abstrato: / criação concreta:
FILOSOFIA / ARTE
(PROJEÇÃO NO CÉREBRO)
pensar: elaboração abstrata / formar: elaboração concreta
- Apropriação x Projeção: concepção dinâmica das coisas (dialética)
- Aspectos da arte:
- missão social
- metodologia
- essência - conflito entre ser-aí e tendência criadora
- (paradigma NATUREZA X INDÚSTRIA)
- aproximação do Hegelianismo – reflexão = negação da vida e recusa do dado podendo gerar a revolução.
- Encontro com fundamentos da filosofia construtivista: DIFERENCIAÇÃO
- Eisenstein: arte na interseção entre natureza (limite da forma orgânica) e indústria (limite da forma racional) – extração de dinâmica entre espessura orgânica e racionalidade.
- construtivistas extremos: limites indetermináveis entre arte e indústria – ‘imobilização’ no geométrico e na máquina
2) DRAMATURGIA DA FORMA
- Missão social da arte: revelar as contradições do que existe – efetuada através das contradições despertadas NO espectador: centro de gravidade do procedimento eisensteiniano.
- Estratégias Dramatúrgicas – dialética auto-suficiente da forma para o conceito
- A que se volta para o material – nível óptico;
- A que se interessa pela forma fílmica – nível plástico.
- Singularidade do procedimento no pensamento sobre cinema da época.
- Eikhenbaum – “discurso interior” do espectador apenas no campo da intelecção; ainda trata-se da análise da situação ‘clássica’ do cinema.
- Influência de Problemas do Verso, de Iuri Tynianov: “dinâmica da forma [como] ruptura ininterrupta do automatismo” – tensão, não-coincidência, ruptura. “verso como luta de fatores”.
- Esforço no movimento construtivista russo com o projeto do ‘cinema intelectual’. Advento do som: fim do empreendimento. W. Benjamin: considerações sobre a “ação da indústria’’ que pôs fim ao projeto tão perigoso politicamente.
- Manuscrito transcrito: ATRAÇÃO TEATRAL – para o ‘sentimento’
ATRAÇÃO CINEMATOGRÁFICA – para a ‘consciência’
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